ENCARTE BÍBLICO DIGITAL DO CONSÓRCIO BÍBLICO PASTORAL DA DIOCESE(ICAR)- BARRA DO PIRAÍ VOLTA REDONDA-RJ27° CÍRCULO BÍBLICO DE OUTUBRO: LUCAS 16,19-31
LEMA: “Um pobre chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava caído à
porta do rico (Lc 16,20)”.
PREPARAR O AMBIENTE: Um pano estendido no chão, sobre ele um
crucifixo, a Bíblia aberta no texto que vai ser lido, uma vela acesa (símbolo
da luz), flores a figura de um mendigo (pobre e outra figura rico), uma faixa
escrita com o lema do encontro.
ACOLHIDA: Animador/a - Estamos reunidos para ouvir o Evangelho de hoje
que nos alerta o perigo da riqueza, que explora os pobres, diante de Deus. A
nossa missão é dar continuidade ao Projeto de Deus. Reunidos em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Utopia (Cantando a Esperança nº332)
LEITOR: O pão que pertence aqueles que não têm nome e nem rosto é a
vida dos pobres, quem os proíbe de viver em paz é sanguinário. É assassino do
próximo quem lhes rouba os meios de vivencia; derrama sangue, quem despreza
os pobres, pratica o gesto e atitude da arrogância e da prepotência e não vê
no outro à imagem semelhança de Deus e que tem o direito sagrado de viver.
Segundo Jó, riqueza é apropriação de ganhos que deverá um dia ser devolvidos
aos mais fracos. O fato de alguém possuir mais que os outros não constituem a
riqueza, contudo a posse de bens necessários não justifica desprezar o outro.
CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: Buscai Primeiro (cantando a esperança
nº 456)
Um olhar para o Evangelho de Lucas 16,19-31.
PARA REFLETIR:
1)Como nós podemos ajudar a aplainar as montanhas (grandes
dificuldades da vida) que sustentam estruturas que geram lucro para poucos?
2)Frente a nossa realidade como esta sendo a nossa atitude pastoral:
estamos pensando e agindo como ricos e soberbos ou como servos de Deus que
edificam o reinado de Deus aqui na terra?
PRECES: Animador/a – Vamos colocar em forma de prece tudo aquilo que
acabamos de refletir e meditar sobre o Evangelho em nossas vidas. Ao termino rezar o Pai Nosso.
CELEBRANDO A VIDA: O pobre doente, caído e quase morto à porta do
rico, com cachorros lambendo-lhe as feridas, à espera de migalhas que caíam
da mesa do rico. O pobre morre e vai ao seio de Abraão, isto é, para vida do
povo de Deus, junto a Deus. O Evangelho nos chama atenção ao conduzir a nossa
vida a serviço do bem comum. Todos nós somos filhos e filhas de Deus, porém
todos são iguais no plano de Salvação do Senhor da vida.
OREMOS: Animador/a – Com o sopro do Santo Espírito, nos impulsiona a amar
e defender os filhos e filhas do Pai, vivendo o amor fraterno e a justiça que
o Filho Jesus viveu e nos ensinou. Confiando na trindade santa: ao Pai, no
Filho e no Espírito Santo, queremos ajudar a construir uma sociedade mais
justa, com paz e segurança para todos. Amém!
BÊNÇÃO: Ó Deus da vida nos abençoe e confirme a obra de nossas mãos, a
serviço do teu Reino. Amém!
CANTO: Quero ouvir teu apelo Senhor (Cantando a Esperança n° 689)
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
TODOS: Para sempre seja louvado!
28° CÍRCULO BÍBLICO DE OUTUBRO: LUCAS 17,1-21
LEMA: “Se vocês tivessem fé do tamanho de uma semente de mostarda,
poderiam dizer a esta amoreira: Arranque-se daí, e plante no mar. Ela
obedeceria a vocês”. (Lc 17,16b)
PREPARAR O AMBIENTE: Estender um pano no chão, sobre ele um crucifixo,
uma vela acesa (símbolo da luz), a Bíblia aberta no texto que vai ser lido,
um pires pequeno de sementes miúdas, uma faixa escrita com o lema do
encontro.
ACOLHIDA: Animador/a - Irmãos e irmãs, a Palavra de Deus hoje nos
convida olhar a nossa fé, nosso testemunho de vida cristã, que sustenta a
nossa caminhada no seguimento de Deus. Iniciemos nosso encontro: Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Dom da vida (Cantando a Esperança nº 360).
LEITOR: A nossa missão é unir a comunidade, na família, no trabalho,
na correção fraterna, e no perdão. Que o Senhor aumente a nossa fé e que ela
nos anime e nos oriente na vida e na história, para sermos obedientes à
Palavra de Deus que se manifesta na ternura. A vida que Deus nos dá em Jesus Cristo é gratuitade, é
graça.
CANTO DE ACLAMACÃO AO EVANGELHO: Vai Falar No Evangelho. (Cantando A
Esperança N° 458).
Um Olhar Para O Evangelho De Lucas 17,1-21.
PARA REFLETIR:
1)“Somos empregados inúteis; fizemos o que devíamos fazer”, Como
entender essa expressão de Jesus?
2)Em nossa comunidade por que há escândalos que abalam a fé das
pessoas? Quais? Quem os provoca? Por que agimos assim?
PRECES: Animador/a - Vamos colocar em forma de prece, tudo aquilo que
acabamos de refletir e meditar sobre o Evangelho em nossas vidas. Terminar
rezemos o Pai-Nosso.
CELEBRANDO A VIDA: Se o Evangelho adverte os discípulos sobre os
escândalos, é porque esta discriminação estava bem viva nas comunidades
cristãs daquele tempo. Jesus sabe que os escândalos são inevitáveis. Mas ai
daquele que os provoca. A comunidade é feita de pessoas imperfeitas, que
erram e se ofendem continuamente. Sem perdão, a comunidade não poderia
continuar. Ela existe para continuar praticando e vivendo o Projeto do Reino
e ser presença do amor e da misericórdia de Deus.
OREMOS: Seja nossa luz nas trevas. Senhor, e na tua grande
misericórdia, protege-nos de todos os escândalos durante o caminho de nossa
existência terrestre. Reaviva em nós, em nossas comunidades, a luz da
esperança e da fé; que brilhe em nossos corações o conhecimento da tua
glória, que resplandeça em nós a face do Cristo, ele que reina contigo e o
Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém!
BÊNÇÃO: Que o Deus da unidade nos faça capazes de cumprir sua vontade,
fazendo tudo o que é bom, e agradável aos olhos de Deus. Agora e para sempre.
Amém!
CANTO: Eis-me aqui Senhor (Cantando a Esperança nº 364).
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
TODOS: Para sempre seja louvado!
29° CÍRCULO BÍBLICO DE OUTUBRO: LUCAS 17,22-37
LEMA: “Quem procura ganhar a sua vida, vai perdê-la; e quem a perde
vai conservá-la” (Lc 17,33).
PREPARAR O AMBIENTE: Estender um pano no chão, sobre ele um crucifixo,
a Bíblia Sagrada aberta no texto que vai ser lido, flores, uma vela acesa
(símbolo da luz), uma faixa escrita com o lema do encontro.
COLHIDA A: Animador/a - Sejam todas e todos reunidos na mesma fé em
Jesus Cristo, que manifesta no Evangelho, a nossa salvação que depende dele.
Estamos reunidos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Venham todos (Cantando a Esperança nº 344).
LEITOR: Devemos nos esforçar para que todas as pessoas tenham um
encontro pessoal com Jesus Cristo, que possam ser atentos as verdades de
Deus, que contagianos com a sua Palavra que nos orienta a nossa vida, a ser
conduzida a plenitude da vida gloriosa
com Deus.
CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: Aleluia, Aleluia! (Cantando a
Esperança nº 419).
Um olhar para o evangelho de Lucas 17, 22-37.
PARA REFLETIR:
1) Como prever o dia do Filho do Homem(aquele que faz a ligação entre
Deus e seu povo: Jesus Cristo)? Como analisaria o dia do julgamento e vinda
do Reino da Justiça?
2) Como podemos de fato saber que o Reinado de Deus está no meio de
entre nós?
Animador/a – Vamos colocar em forma de prece tudo aquilo que acabamos
de refletir e meditar sobre o Evangelho e a nossa vida. Terminar com a oração
Pai Nosso.
CELEBRANDO A VIDA: Jesus é o próprio Filho do Homem, o misterioso
personagem que vem da parte de Deus para fazer o julgamento e instaurar o
Reinado. Chegará o tempo em que os discípulos desejarão vê-lo, mas não
poderão. Por quê? Porque Jesus “deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta
geração”. De fato, o julgamento e o Reinado serão frutos do seu testemunho
até o fim, até a morte, sua morte nas mãos dos poderes injustos e os
condenará. Então, ficará claro que o Reinado é o triunfo de justiça sobre a
injustiça.
OREMOS: Animador/a – Senhor da vida, a tua vitória contra as forças
opressoras deste mundo. Ela é capaz de destruir no coração do discípulo fiel
a ganância pelo poder, o desejo de domínio e o materialismo. O seguimento de
Jesus passa pelo dom da entrega de si mesmo, do consumir-se por amor ao
Reinado e ao próximo.
BÊNÇÃO: Somos teus filhos e filhas amados de Ti, Queremos estar a seu
serviço, com o coração e o pensamento abertos para discernir a assumir o teu
projeto de amor. Contamos contigo para as tarefas que nos cabem, para estar
firmes como discípulos e discípulas de Jesus.
- Que o amor do Pai nos lembre de sempre o valor dos seres humanos e
da Criação inteira.
- Que a Boa Nova do Filho nos anime na promoção dos valores do Reino
- Que a luz do Espírito Santo nos inspire nas melhores escolhas. Amém!
CANTO: Missão de todos nós (Cantando a Esperança nº 687).
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
TODOS: Para sempre seja louvado!
30° CÍRCULO BÍBLICO DE OUTUBRO: LUCAS 18,1-14.
LEMA: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não
respeitava as pessoas” (Lc 18,2).
PREPARAR O AMBIENTE: Estender um pano no chão, sobre ele um crucifixo,
uma vela acesa (símbolo da luz), a Bíblia aberta no texto que vai ser lido,
flores, uma faixa escrita com o lema do encontro.
ACOLHIDA: Animador/a – Estamos unidos na fé no Deus da vida, que nos
ensina: Primeiro é preciso buscar a justiça com perseverança, sempre nunca
desanimar, certos de que Deus é justo e vai nos libertar com justiça. Em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Sim eu quero (Cantando a Esperança nº 847).
LEITOR/A – A pessoa humana é vocacionado: inteligência, sentimentos,
vontade, memória, capacidade de crescer e de viver alicerçado na justiça
social. O desejo de Deusé que o homem e a mulher sejam o coração e o
pensamento do mundo. Ele é premiado com capacidades de ordenar tudo o que foi
criado para seu conforto e vida digna para seus irmãos e irmãs. Todos juntos
são chamados a crescerem na direção da vida plena. Este é desejo de Deus.
CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: tua palavra é vida senhor (Cantando a
Esperança nº 760).
Um Olhar Para O Evangelho De Lucas: 18,1-14.
PARA REFLETIR:
1) Por que a busca da justiça deve ser o centro da nossa ação e oração
do Cristão? Como isso acontece em nossas comunidades de Fé?
2) Explique essa expressão de Jesus: “O Filho do Homem quando vier,
será que vai encontrar a fé sobre a terra”?
PRECES: Animador/a – Vamos colocar em forma de prece, tudo aquilo que
acabamos de refletir e meditar sobre o Evangelho e a nossa vida. Terminar com
o Pai Nosso
CELEBRANDO A VIDA: A viúva está no seu direito, mas ninguém lhe fez
justiça. Ela recorre no juiz, mas este é corrupto, e a única arma dela é a
insistência, a arma dos pobres. A parábola insiste sobre a busca perseverança
de justiça. É isso que os pobres devem fazer; perseverar, na ação e na
oração, buscando a justiça. Será que Deus lhes vai negar isso? Pelo
contrário. O próprio Projeto de Deus é o Reinado da justiça. Mas há um
desafio. Deus precisa dos homens e mulheres que busquem e lutem pela justiça.
É assim que Jesus, o Filho de Deus, surgem, fazendo justiça e trazendo o
Reino entre nós.
OREMOS: Senhor ensina-nos a ter sensibidade, clareza, de nossos gestos
e atitudes de cristãos, no seguimento de vosso Filho Jesus Cristo. Que nós
sejamos úteis fraternos, aqui na terra, onde habitamos com nossas famílias.
Por isso, Senhor Jesus, nós queremos te agradecer permanentemente, que nos
ilumine e nos dê firmeza na fé e caminha conosco na vida e na história. Amém!
BÊNÇÃO: O Senhor nosso Deus continua chamando homens e mulheres para o
trabalho do teu Reino em Cristo, reconciliar todas as coisas. Ele pergunta:
“A quem enviarei e quem há de ir por nós”. Amém!
CANTO: Pelas estradas da vida (Cantando a Esperança nº 793).
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
TODOS: Para sempre seja louvado!
Encarte produzido por José Geraldo
Lima e Valdeci de Oliveira-Biro
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
MESTERS, C.; OROFINO, F. Pé no chão,
sonho no coração. Olhar no espelho das primeiras comunidades. Círculos
Bíblicos dos Atos dos Apóstolos (1a parte: At 1,1 a 11,18). São Leopoldo:
CEBI, 2001, 146 p.
MOXNES, H. A Economia do Reino:
Conflito Social e Relações Econômicas no Evangelho de Lucas. Traduzido do
inglês por Thereza Christina F. Stummer. São Paulo: Paulus, 1997, 166 p.
RICHARD, P. O Movimento de Jesus
depois da Ressurreição: Uma Interpretação Libertadora dos Atos dos Apóstolos.
Traduzido do espanhol por José Afonso Beradin. São Paulo: Paulinas, 1999, 223
p.
RIUS-CAMPS, J. O Evangelho de Lucas: O
Êxodo do Homem Livre. Traduzido do espanhol por João Rezende Costa. São
Paulo: Paulus, 1997, 363 p.
STORNIOLO, I. Como ler o Evangelho de Lucas: Os Pobres Constroem a Nova História. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 222 p. |
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
ENCARTE BÍBLICO DIGITAL - José Geraldo Lima e Valdeci de Oliveira-Biro do CEBI-Volta Redonda
terça-feira, 8 de outubro de 2013
BIBLIA E ARQUEOLOGIA: HAPIRUS - HEBREUS – BEDUÍNOS - Valdeci de Oliveira-Biro-Coordenador do CEBI-Volta Redonda
BIBLIA E ARQUEOLOGIA: HAPIRUS - HEBREUS – BEDUÍNOS
Hapirus, hebreus e beduínos: surge um novo povo na região desértica
localizada na margem oeste do continente asiático e na extremidade leste do
mar mediterrâneo.
Canaã sempre foi um território disputado por ser uma passagem
obrigatória para as caravanas de comerciantes e para os exércitos em tempos
de guerra. A Arqueologia nos diz que na parte norte desse território, por
volta de 500.000 anos atrás, já existiam pessoas habitando cavernas ou
grutas. Na parte central do território, a ocupação humana iniciou-se por
volta de 10.000 anos a.C.
Os estudiosos também concordam quando afirmam que essas populações mudaram
o seu modo de vida, abandonando o nomadismo, assumindo um estilo de vida mais
sedentário. Logo, começaram a surgir algumas cidades.
Hoje sabemos que a cidade de Jericó já existia nesse período inicial.
Por volta de 4.000 anos a.C.
outras cidades foram sendo edificadas nessa região. Diferentemente da região
mesopotâmica e da egípcia, esses povos que habitavam Canaã não deixaram
muitos registros escritos referentes à sua rotina de vida, conquistas ou
derrotas. Existem muitas referências bíblicas a esse território (Ex 15, 15;
Jz 5, 19 e Gn 12, 6; 13, 7).
Na Bíblia nós podemos encontrar
referências à sua extensão. Como exemplo, podemos citar Nm 34, 1-12 e Ez 47,
15-20.
Contudo, a primeira referência cartográfica desse território não tem
origens bíblicas. Ela é conhecida com o nome de “Mapa de Mádaba”; nome da
cidade na qual ele foi encontrado, próxima ao monte Nebo, na atual Jordânia,
a leste do Mar Morto. Sua elaboração deu-se por volta do século VI a.C.
Trata-se de um mosaico.
a) HAPIRUS: Os hapirus parecem ter sido homens e mulheres que vendendo
a sua liberdade se colocavam ao serviço dos reis dos pequenos reinos
(cidades-estados) que existiam no território de Canaã. A opinião mais aceita
é a de que eles eram camponeses marginalizados que não se submetiam aos reis
cananeus e nem ao faraó egípcio. Serviam como mercenários, atacando alguns
reinos a mando de outros ou defendendo-os dos ataques externos. A classe dos
hapirus vivia à margem dessas cidades-fortaleza, mergulhada na pobreza,
vivendo em uma situação de semiescravidão. Pagavam pesados tributos
(impostos) aos reis.
b) HEBREUS: Entre os hebreus e os hapirus existia uma grande
semelhança: a pobreza na qual eles viviam mergulhados. Contudo, os hebreus
não se organizaram em grupos armados para atacar ou para defender os reinos,
conforme fosse conveniente.
c) BEDUÍNOS: Essas tribos
nômades que vagavam pelo deserto aparecem representadas na Bíblia pelas
narrações patriarcais: Abraão, Isaac e Jacó. Eles e os seus descendentes eram
seminômades que vagavam pelo território na busca de meios que garantissem a
sua sobrevivência.
A organização patriarcal e
matriarcal familiar era uma marca registrada da vida desses clãs: o patriarca
e matriarca (pai/mãe do clã) eram as autoridades máximas dos grupos. Possuía
frente aos outros membros do grupo uma dupla autoridade: jurídica e
religiosa. Para esses grupos, a terra era considerada como sendo um bem
coletivo, pertencente a todos.
Os beduínos da região de Seir serão importantes para o processo de
formação do povo e para a consolidação de uma fé comum pelo fato de que, para
eles, a revelação de Deus veio acompanhada de um nome: YaHWeW. O nome desse
grupo está ligado a um lugar geográfico específico: o Monte Sinai.
O local exato no qual esse
monte se encontra é uma questão difícil de ser respondida, dado que na Bíblia
ele aparece com diversos nomes: “Horeb, a montanha de Deus” (Ex 3, 1; Dt 5,
2); “montanha de Deus” (Ex 18, 5) e “montanha” (Ex 19, 2). Tudo indica que as
possibilidades para uma definição do local onde se encontra essa montanha se
restringem a três: Edom, Madiã e a península do Sinai, no Egito.
Valdeci de Oliveira-Biro-
Coordenador do CEBI-VR/ Assessor Bíblico GAEB-
da Área Norte.
Comunicador da Rádio Sintonia do Vale:
Programa Palavra & Mensagem. Dom.10 às 12 HS
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Metodologia para a elaboração de um Estudo da Bíblia - 2ª parte DICAS DE COMO TRABALHAR COM GRUPOS BÍBLICOS INICIANTES - Valdeci de Oliveira - Biro - CEBI VOLTA REDONDA
Metodologia para a elaboração de um Estudo da Bíblia -
2ª parte (final)
DICAS DE COMO TRABALHAR COM GRUPOS BÍBLICOS INICIANTES -
Valdeci de Oliveira - Biro - CEBI VOLTA REDONDAESTUDOS BÍBLICOS
(Folha de preparação para Estudo Bíblico)Passagem Biblica (escrever a passagem): I Tessalonicenses 5,16-18: VERSÃO BÍBLIA DA CNBB
V.16 Estai sempre alegres.
V.17 Orai continuamente.
V.18 Dai graças, em toda e qualquer situação, porque esta é a vontade de Deus, no Cristo Jesus, a vosso respeito.
Tema / Objetivo: Para mostrar que devemos sempre dar Graças a Deus.
Contexto
Quem escreveu carta (quem foi o autor ou autores supostamente da carta)?
Resposta: O apóstolo Paulo com Silvano e Timóteo
Quando foi escrita (em que ano aproximadamente ela foi escrita)?
Resposta: Cerca de 50 d.C,(depois da Ressurreição de Cristo), ou cerca de 50 da E.C( Era Comum para os Judeus, que não acreditam na Ressurreição de Jesus Cristo)
A quem esta carta se dirigia (quem eram as pessoas que deveriam receber esta carta)?
Resposta: Para os cristãos convertidos da cidade grega de Tessalônica.
Por que ela foi escrita (qual foi o motivo mais importante que levou o autor sagrado a escrever esta carta)?
Resposta: Ele é um missionário e escreve para seus convertidos para serem firmes na sua fé.
Compreensão
Palavras: Estas palavras podem ser difíceis de entender como: orar, alegres, abster-se.
Conceitos: Estes conceitos podem ser difíceis de entender como: Graça, vontade de Deus e respeito.
Palavras e conceitos são chaves para uma boa compreensão fiel ao texto bíblico.
Comentário: O que podemos a fazer diante dessas situações?
Quando devemos ser alegres?
Interpretação: O que significa dialogar com Deus a todo o momento? Por que deveríamos ser gratos a Deus em todas as situações? Como você se sentiria se Paulo tivesse dito isso a você?
Aplicativo: Estou grato em todos os momentos da vida?
Estou sempre alegre/feliz/contente?
Ação: O que posso fazer para dar Graças em todas as circunstâncias/momentos? O que posso fazer para ser feliz o tempo todo?
Textos paralelos ou Conexão outras passagens Bíblicas:
• Efésios 6, 18: Com toda sorte de preces e súplicas, orai constantemente no Espírito. Prestai vigilante atenção neste ponto, intercedendo por todos os santos.
• Filipenses 4,4: Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!
O que é um Perícope Bíblica?
Perícope: A perícope (/ p ə r ɪ k ə p i ː //; grego περικοπή”, um corte").
Perícope é um termo grego que significa “cortar ao redor” que é usado pelos estudiosos para se referir as unidades de sentido curto de textos da Bíblia que são geralmente maiores do que as divisões dos próprios versículos.
Uma perícope é normalmente o equivalente a uma divisão de parágrafo da Bíblia Sagrada. Ela contém começa, meio e fim. Onde estão as perícopes.
Os Lecionários litúrgicos são normalmente compostos de perícopes contendo a trechos das Leituras dos Livros Antigo Testamento/Cartas/Epístolas e do Evangelho leituras para o ano litúrgico A, B e C.
A perícope que consiste em passagens a partir de diferentes partes de um único livro, ou de diferentes livros da Bíblia, e ligados em uma única leitura é chamado de concatenação ou leitura composta.
Perícope do texto do Livro de Daniel 3,16-18:
V.16 Sidrac, Misac e Abdênago responderam: “Nem precisamos dar resposta a esta ordem”.
V.17 Existe o nosso Deus a quem cultuamos ele nos pode livrar da fornalha acesa, salvando-nos da tua mão.
V.18 “Mas mesmo que isso não aconteça, fica sabendo, ó rei, que não vamos prestar culto ao seu deus, nem vamos adorar a estátua de ouro construída por ti, ó rei”.
COMENTÁRIO A RESPEITO DA PERICOPE
3,16- Estes judeus fiéis não precisavam de mais consideração ou discussão: – Não precisamos dar-te resposta a respeito disto. Em outras palavras, – Não temos que pensar mais sobre isso. Não nos curvaremos! Muitos poderiam ter raciocinado sobre sua situação e mudado de opinião. Eles poderiam ter argumentado: é inútil resistir; por que jogar fora oportunidades de subir de cargo? Ídolo é um símbolo de homenagem política (PODER); isto é somente uma vez, e não por muito tempo; poderia fazer melhor vivendo do que morrendo; morte numa fornalha ardente é pedir demais da minha fé.Dn: 3,17-18- A resposta deles declarava implicitamente sua fé no Deus Todo-Poderoso(EL-SHADDAY) que poderia livrá-los de Nabucodonosor. E mesmo se ele não os tirasse do fogo, eles ainda se recusariam a adorar os Deuses de Nabucodonosor ou a imagem de ouro.
Razões para a frase: Reze ou peça a Deus, por aqueles que acham difícil qualquer que seja a razão, de ser feliz. Reze ou peça para que Deus nos ajude a ser grato continuamente. Passe algum tempo agradecendo a Deus; por quem Ele é, e o que Ele fez por nós.
SETE TIPOS DE LEITURA BÍBLICA
1- Leitura fundamentalista
O que é: interpretar o texto sagrado ao pé da letra, sem levar em conta o que o texto diz por trás das palavras.
Sintomas:
• fanatismo: defesa violenta das próprias idéias sobre a Bíblia; colocá-la acima dos principais valores humanos em relação à vida;
• intolerância com pessoas e grupos que interpretam de forma diferente os mesmos textos.
Como evitar:
• não impor aos outros suas próprias idéias;
• deixar-se questionar pelas idéias dos outros;
• levar em conta o contexto em que os livros surgiram;
• descobrir nos textos o que há de simbólico, poesia, etc.
2- Leitura apologética
O que é: usar textos para defender idéias ou doutrinas que não estão presentes neles. (Apologia quer dizer defesa).•.
Sintomas:
• tradicionalismo: colocar a religião, a doutrina e os ritos acima da busca da Verdade e da defesa da Vida;
• medo de descobrir nos textos dados novos e diferentes que questionam parte da tradição recebida.
Como evitar:
• abrir-se ao novo trazido pela realidade e pela Palavra Deus;
• ler não apenas o trecho selecionado; descobrir livros e textos relacionados para ampliar a visão;
• não ser submisso à interpretação já pronta dos livros; ter espírito de busca e pesquisa;
• ser fiel ao conteúdo dos trechos estudados.
3- Leitura intimista
O que é: interpretar os textos exclusivamente em benefício pessoal; achar-se o único destinatário da Palavra de Deus. A pessoa se achar único justo em Sodoma e Gomorra.
Sintomas:
• emocionalismo: ler só com o coração, sem usar a cabeça, como se a Bíblia fosse um livro de autoajuda;
• absolutizar textos agradáveis e negar textos mais duros.
Como evitar:
• abrir-se à dimensão social e comunitária da Bíblia;
• não ler sozinho, mas buscar as opiniões dos outros;
• procurar conhecer amplamente a Bíblia, ler também os textos que parecem, à primeira vista, distantes de sua realidade pessoal;
• respeitar a autonomia do texto, ou seja, reconhecer que ele foi escrito para outras pessoas numa situação histórica diferente da sua.
4- Leitura esotérica
O que é: usar a Bíblia como se fosse um livro de formulas mágicas, de ciências ocultas. (Esotérico quer dizer oculto).
Sintomas:
• misticismo: crer que existem na Bíblia conhecimentos acessíveis somente a poucos privilegiados;
• citar frases isoladas como se fossem palavras mágicas. Exemplo tá amarrado! Sangue de Jesus tem Poder! Sai encardido!
• usar a Bíblia para fazer previsão do futuro. Exemplo: Olha irmão eu vejo nesta sala que tem uma irmã grávida e seu marido não sabe da gravidez! E Jesus me revelou isso!
Como evitar:
• não ler a Bíblia para adivinhar o futuro, ou como se os textos do Antigo Testamento fossem apenas anúncios do que aconteceria na época de Jesus;
• ser fiel ao conteúdo dos trechos estudados;
• não usar frase bíblicas isoladas, desvinculadas de seu contexto, como “abracadabra” em situações difíceis;
• ter humildade e reconhecer que toda interpretação da Palavra de Deus deve estar de acordo com o projeto de Jesus.
5- Leitura reducionista
O que é: reduzir os textos sagrados à dimensão religiosa; desprezar seus aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais.
Sintomas:
• devocionismo: achar tudo bonito, correto e piedoso, sem levar em conta as fraquezas do povo de Deus;
• conservadorismo religioso, falta de consciência social;
• falta de confiança no ser humano.
Como evitar:
• lembrar-se que Deus é Deus em todas as dimensões da Vida, não só na religião;
• valorizar as diversas dimensões da vida (política, economia, cultura, afetiva, etc.) como queridos por Deus e importantes para a felicidade humana.
• Interpretar os textos tendo em mente as várias dimensões da vida.
6- Leitura materialista
O que é: interpretar a Palavra de uma forma puramente científica/racionalista; negar a inspiração divina dos textos.
Sintomas:
• intelectualismo/racionalista: ler só com a cabeça, sem usar o coração, como se a Bíblia fosse um baú de fósseis pré- históricos;
• usar a Bíblia só para estudar as civilizações antigas, sem interesse nas civilizações humanas de hoje.
Como evitar:
• cultivar a leitura orante da Bíblia, em intimidade com Deus, invocando sempre (na oração ou no mero estudo) o Espírito Santo;
• buscar o bem comum e a defesa da vida em primeiro lugar, em obediência ao Deus da Vida;
• reconhecer com humildade a presença do Deus de Jesus Cristo na história e colocar-se a serviço Dele na luta pela justiça.
7- Leitura espiritualista
O que é: ler a Bíblia e a vida com os olhos voltados para a salvação pessoal, sem preocupação com a vida do irmão. Ex: é Deus e o resto que se dane.
Sintomas:
• moralismo: procura dar mais importância ao bom comportamento que o bem do ser humano; colocar a lei acima da vida;
• desprezo pelo corpo humano e pela afetividade.
Como evitar:
• ler com os pés no chão, lembrando que não há alma sem corpo nem corpo sem alma;
• ler com a preocupação de melhorar o aqui-e-agora de toda a humanidade, por menos “santa” que ele seja.••.
DEZ ERROS COMUNS NO ESTUDO DA PALAVRA
1- Selecionar para leitura somente trechos conhecidos ignorando passagens difíceis.
2- Ignorar as condições históricas em que o texto foi escrito. Julgar o passado com mentalidade do presente.
3- Concordar automaticamente com tudo que o padre, a coordenação ou qualquer autoridade diz sobra a Bíblia.
4- Impor uma única interpretação; impedir a troca de idéias para evitar interpretações diferentes da “oficial”.
5- Ler a Bíblia como horóscopo, como se ela nos dissesse magicamente o que fazer a cada momento da vida.
6- Interpretar somente a partir das próprias experiências pessoais; não ouvir o que dizem a Igreja universal e a comunidade local.
7- Ler a Bíblia sempre sozinha (o); ter vergonha ou preguiça de convidar os outros a partilhar a leitura.
8- Ignorar o sentido profundo dos textos; apontar muito rapidamente soluções para os problemas indicados.
9- Dividir a realidade entre o bem (nós) e o mal (eles); não levar em conta a ambigüidade das relações humanas, presentes também na Escritura (Mt 13,24-30)!
10- Achar bom tudo que está na Bíblia e condenar tudo que se faz como mau e imperfeito.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Curso Extensivo de Formação de Biblistas: pistas para análise de textos. São Leopoldo: CEBI, 1998.
DIAS DA SILVA, Cássio Murilo. Metodologia da Exegese Bíblica. São Paulo: Paulinas, 2000.
Folheto Ecoando 11 - Formações interativas com catequistas. São Paulo: Editora Paulus, 2000.
SITES PESQUISADOS
http://catequesepspa.blogspot.com/2009/06/como-nao-ler-biblia.html <acessado em 12/02/2010>.
http://en.wikipedia.org/wiki/Pericope <acessado em 12/02/2010>.
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