segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Estudo do Evangelho de Lucas-2013 - DICAS DE COMO TRABALHAR COM GRUPOS BÍBLICOS INICIANTES - Biro - CEBI Volta Redonda

Estudo do Evangelho de Lucas-2013

DICAS DE COMO TRABALHAR COM GRUPOS BÍBLICOS INICIANTES

VALDECI DE OLIVEIRA-BIRO
01/08/2013


O PRESENTE TRABALHO PRETENDE SER UMA PONTE ENTRE O POVO DE DEUS E SUA SAGRADA ESCRITURA. FACILITANDO ASSIM, AÇÃO SALVIFICA NO MEIO DE NÓS.
A MISSÃO DE JESUS NA GALILÉIA

A Bíblia é um conjunto de livros. Que nascem da realidade.
Da história de um povo. Que lutou por Vida e Liberdade.
Na certeza de que Deus estava com eles...!


A GALILÉIA


A Missão de Jesus na Galileia. Segundo Lucas.

Jesus supera as tentações: Lc 4, 1 – 13.
Conduzido pelo Espirito Santo, Jesus agarra-se à Palavra de Deus vence o tentador.
• Vence a tentação das soluções imediatistas de usar suas capacidades em proveito próprio (4,2 – 4).
• Vence a tentação do poder e da riqueza e confirma a sua missão de servir (4,5 – 8).
• Vence a tentação de usar da Religião em favor de seu prestígio (4,9 – 12).
• Desde o começo Jesus é vitorioso: derrota na raiz o poder do mal.


APRESENTAÇÃO DA FAMILIA DE JESUS:
Filho de Deus. Lc 3,23 – 38.

Lucas mostra a origem da família de Jesus, “Filho de Deus”, a partir de Adão para deixar bem claro, que ele pertence à historia da humanidade, representada por Adão.
Por isso Jesus pertence à humanidade inteira e não apenas a um povo e  ninguém pode apropriar-se dele.
Jesus não é apenas filho de Davi, de Abraão, como lembra Mateus, mas também é filho de Adão, o pai da humanidade.


As raízes de Jesus não estão apenas em Israel, mas estão no mundo inteiro. Por isso ele é o “Salvador do mundo”.

GALILÉIA:
Por causa da mistura de raças, era considerada “impura” pelos judeus. É no meio desta gente e a partir dela que Jesus anuncia seu programa de vida: “Iniciar ai, o seu ministério” de proclamar a “Boa Nova”.

“DEUS VEIO VISITAR  O SEU POVO”
A sala das visitas: Lc 4, 14 a 9, 50.
A visita a Nazaré: “O Espirito do Senhor está sobre mim”. Lc 4,14 – 30.

A SALA DAS VISITAS: LC 4, 14 A 9, 50.
• Lucas compara o seu Evangelho a uma casa completa.
• A Missão de Jesus que se compõe de seis capítulos:
Lc 4, 14 a 9,50 acontece na “Sala de visita” desta casa.
• A visita a Nazaré: “O Espirito do Senhor está sobre mim”. Lc 4,14 – 30.

1.1 O Espírito envia Jesus aos pobres.

* Jesus volta para a Galiléia e visita em primeiro lugar, sua terra natal, Nazaré e aí, revela o seu projeto de vida.
* Jesus inaugura o seu Ministério a partir desta visita.
* Na Sinagoga de Nazaré, Jesus se apresenta para ler a Escritura e o texto escolhido é: Isaías 61,1-2. A comunidade de Lucas vê neste gesto de Jesus, um gesto muito especial.

O texto de Is 61, 1-2, expressa o sentido da Missão de Jesus: ele é quem tem a Boa Notícia para os pobres, a libertação para os prisioneiros, a cura para os cegos.
O objetivo de Jesus é ser “Boa Notícia” e anunciar “Boa Notícia” aos pobres e oprimidos. Jesus cumpre a sua Missão como consagrado pelo próprio Espírito de Deus.

1.2 O Espírito faz dizer “hoje” e gera conflitos.

*O texto de Is 61,1-2, no qual Jesus se “inspira”, não era desconhecido na época. Era lido com frequência na Sinagoga. Jesus ao ler o texto de Is 61,1-2, Faz a ligação com a realidade de seu povo e aí “algo novo” acontece: Jesus exclama: “Hoje se cumpriu esta passagem  que acabastes de ouvir”. Lc 4,21.
 A Missão de Jesus se define a partir  da realidade do povo e do Projeto de Deus. Daí é que nasce o jeito de ser de Jesus.

O Texto de Is 61,1-2 clarificou para Jesus a dimensão de sua vocação missionária. A comunidade de Lucas crê que a partir de Jesus surge um “novo tempo”: O tempo da realização das promessas que Deus fez para o seu povo. O Evangelho de Lucas se apoia nas promessas do Antigo Testamento.

1.3. OBSTÁCULOS QUE IMPEDEM A CAMINHADA DE JESUS.

Os obstáculos que impedem a caminhada de Jesus são muitos:.
Primeiro, o desprezo de Jesus por pertencer a uma família, humilde ( 4,22) e a um lugar sem importância: Nazaré na Galiléia.
Segundo, exigências de milagres, de provas  etc,(4, 23).

Sua ação e Missão no meio do povo são suficientemente claras para quem quiser entender
 (7, 18 – 23).  O programa de vida transformador trazido por Jesus, é acolhido melhor pelos de fora do que na sua própria pátria (4, 24 – 27).
 A proposta apresentada por Jesus enfurece as pessoas reunidas na Sinagoga, fazem planos para eliminá-lo (4, 29).

1.4. O CAMINHO DE JESUS CONTINUA.
A experiência de Jesus é vivida também pelas comunidades.
Quando Lucas escreve o seu evangelho, as comunidades estão passando pelas mesmas dificuldades que Jesus passou.
A missão das comunidades é a mesma missão de Jesus
Desprezado pelos de sua pátria, Jesus prossegue o seu caminho:
Até chegar aos estrangeiros (Pagãos e Gentios)
Até chegar às comunidades de Lucas.
Até encontrar-se conosco hoje.

CONTINUA

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A Bíblia é a Palavra de Deus. Fernando Henriques - CEBI Méier


CEBI MÉIER - Comunidade Renato Cadore



A Bíblia é a Palavra de Deus.

Fernando Henriques
coordenador


“Quem de vós que tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? E quando a encontra, alegre a põe nos ombros e, chegando em casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: Alegrai-vos comigo. Encontrei a minha ovelha que estava perdida!” (Lucas, 15, 4-6).


Jesus pergunta a seus ouvintes: Quem de vós que tenha cem ovelhas, se perder uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca daquela que se perdeu até encontrá-la? (cf Lc 15, 4-6 e Mt 18, 12-13). Os pastores não eram bem vistos pela sociedade daquele tempo. Eram ritualmente impuros, viviam como andarilhos conduzindo os rebanhos pelas encostas das montanhas. Havia conflitos com agricultores sempre que os rebanhos pastavam nas lavouras. Ainda assim havia a tradição de Javé que cuidava de seu povo como um pastor. Jesus nos diz que Deus vai em busca da ovelha perdida, da prostituta e do arrecadador de impostos. Muito perturbador é vermos que a ovelha perdida não faz nada para voltar ao redil. Toda a ação é do Pastor. Assim aprendemos que Deus procura e recupera os pecadores simplesmente porque os ama. E talvez o retorno do pecador não se deva à sua conversão, mas à irrupção da misericórdia de Deus. Assim é o Reino, instância do Amor e da Misericórdia de Deus.

“Desafiados pela realidade de hoje somos chamados a responder quem é Jesus para nós e descobrir, no estudo da Palavra e na partilha solidária, a presença de Deus no meio de nós. Respondemos como comunidade de fé, reconstruindo no diálogo, na abertura e na acolhida, o projeto de Jesus, pelo qual ele entregou sua própria vida. É a solidariedade que leva à descoberta da força libertadora de Deus na história e cria em nós um olhar lúcido e criativo e um testemunho concreto e articulado em favor da vida, da vida indefesa dos pobres, os preferidos de Jesus”. (in O Evangelho de Lucas, Quem é Jesus para nós?”, de Carlos Mesters e Mercedes Lopes, Edição CEBI, S.Leopoldo, 2012, pg. 32).

A Bíblia, desde sempre, faz parte da caminhada do povo de Deus. “É nela que penduramos todo o nosso trabalho”, conforme nos ensina frei Carlos Mesters. A partir do Concílio Vaticano II, marco fundamental para o florescimento de uma Pastoral Bíblica da Igreja no Brasil, a Bíblia foi conquistando espaço e recuperando sua condição de valor fundamental na vida e na missão da Igreja (CNBB).

O Mês da Bíblia da ICAR foi criado em 1971 e celebrado em setembro com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus e a difusão da Bíblia, também foi fundamental para aproximá-la do povo de Deus. Propondo um livro, ou parte dele, para ser estudado e refletido a cada ano, o Mês da Bíblia tem contribuído eficazmente para o crescimento da animação bíblica de toda pastoral (Canção Nova Notícias, in notícias.cancaonova.com/noticia acessado em 19/07/13).

Em 2012 a CNBB dedicou o Mês ao Evangelho de Marcos, o qual foi objeto de quatro encontros no CEBI Méier. Em 2014 teremos Mateus e João em 2015. Neste ano de 2013 foi escolhido o Evangelho de Lucas. O CEBI Méier pretende realizar um encontro de introdução ao Mês da Bíblia, abordando o terceiro evangelho e contando com a assessoria de Pedro Rodriguez, do CEBI estadual.

Segundo a CNBB, o enfoque deste ano visa reforçar a formação e a espiritualidade dos agentes e dos fiéis através do seguimento de Jesus. Está tanto na perspectiva de discípulos missionários e da Missão Continental, conforme pede a Conferência de Aparecida quanto ao esforço da Nova Evangelização. O Evangelho de Lucas será lido na perspectiva da formação e do seguimento, destacando o que lhe é específico e a comunidade que está por trás dessa Boa Nova.

Segundo reza a Tradição o terceiro evangelho do cânone do Novo Testamento, deve ser atribuído a um discípulo de Paulo, nascido em Antioquia, médico de profissão. Na verdade Lucas teria redigido uma obra em dois volumes, sendo o primeiro o Evangelho de Jesus Cristo e o segundo o Evangelho do Espírito Santo, que o cânone nomeou Atos dos Apóstolos. Grego e culto, estes dois livros são escritos de grande valor literário. O autor do evangelho é provavelmente alguém que teve contato com o escrito de Marcos, com a “Quelle” (fonte) e com o chamado Proto-Lucas, provavelmente uma tradição oral. Ele vai valorizar a presença de pecadores, estrangeiros, mulheres e pobres. O Deus do Evangelho de Lucas é um Deus de Misericórdia. Lucas pode ter redigido estes livros para a comunidade de Antioquia, a “amiga de Deus”. Como o Deus de Paulo, o de Lucas é, sobretudo, universal.
A comunidade destinatária da obra de Lucas apresentava uma mistura de cristãos de origem grega e palestina. A obra se dirige em especial aos cristãos de cultura grega, tendo boa acolhida por um grande número de comunidades já então espalhadas por quase todo o império romano. Uma característica do evangelho lucano é a longa viagem de Jesus da Galileia até Jerusalém, de 9,51 a 18,34. O Evangelho termina em Jerusalém, onde vai começar os Atos dos Apóstolos. O Evangelho de Lucas provavelmente se dirige às comunidades gregas que surgiram como resultado do trabalho missionário de Paulo. A data mais provável da redação final deste evangelho é entre os anos de 80 e 90 d.C.    

O CEBI Méier convida a todos(as) para fazermos juntos um encontro sobre o Mês da Bíblia que será em setembro. Este encontro será realizado no sábado, 31/08/13, das 8:30 às 12 horas, na Casa Padre Dehon. Venha participar e colher subsídios para seu movimento ou pastoral.

Programação para agosto:
03/08 Vaticano II – Sexto Encontro – Opção eclesiológica central.
10/08 Evangelho de João – capítulos 7 e 8.
17/08 Cartas de João – Quem ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
24/08 Vaticano II – Sétimo Encontro – Inversões Eclesiológicas.
31/08 Mês da Bíblia – encontro de preparação.


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segunda-feira, 22 de julho de 2013

O QUE É SIONISMO? Biro - Coordenador do CEBI-Volta Redonda

O QUE É SIONISMO?

A palavra "sionismo" não se encontra na Bíblia. Ela foi usada, pela primeira vez, pelo escritor judeu Nathan Birnbaum no ano de 1890 em uma revista hebraica. Apesar disso, o sionismo tem forte base bíblica. Ele é o retorno do povo judeu a Sião cumprindo o propósito divino: "Assim diz o Senhor Deus: Hei de ajuntá-los no meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel" (Ez 11.17). “... vos levarei a Sião" (Jr 3.14). "Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido" (Is 35.10). “... e habitarão na sua terra" (Jr 23.8). Deus é, portanto, o verdadeiro motivador do sionismo (bíblico). E Theodor Herzl foi Seu "profeta" na virada do século passado e contribuiu decisivamente para a realização do sionismo. Pois, o sionismo é a volta prometida e desejada por Deus do povo judeu para Sião.
Onde ou o que é Sião?
Segundo a Bíblia, Sião é primeiramente um monte. Ele se encontra em Jerusalém e é o monte do templo. Nele Deus habita: Is 8,18: “Eis-me aqui, com os filhos que me deu o SENHOR, por sinais e por maravilhas em Israel, da parte do SENHOR dos Exércitos, que habita no monte de Sião”. 18,7: “Naquele tempo trará um presente ao SENHOR dos Exércitos um povo de elevada estatura e de pele lisa, e um povo terrível desde o seu princípio; uma nação forte e esmagadora, cuja terra os rios dividem; ao lugar do nome do SENHOR dos Exércitos, ao monte Sião”. Desde então, o monte é o "axis mundi", o eixo, o centro mais sagrado do mundo.
Em um sentido mais amplo, Sião também é Jerusalém. Deus fundou a cidade como refúgio e pátria para Seu povo escolhido (Is 14.32). Desde então, Seu povo Israel habita ali (Is 10.24; 18.7). Jerusalém é também a cidade do culto a Deus em Israel (Is 33.20a). Nos tempos finais, os exércitos das poderosas nações mundiais vão lutar contra Sião (Is 29.8). Mas o Messias de Deus será o vitorioso e estabelecerá Sua residência em Sião (Is 24.23). Afinal, de Sião sairão à paz, a sabedoria, a justiça e os ensinamentos divinos para toda a humanidade (Is 2.3).
Além disso, Sião também é toda a terra de Israel entre o Mediterrâneo e o Jordão. É a terra de Deus, o visionário centro do povo judeu, o santo ponto de partida e de chegada de todos os caminhos de Deus pelos quais Ele dirige Seu povo e todos os demais povos da terra.
Desde sempre o sionismo legítimo se expressa em amor a Sião. Esse amor é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida.
Resumindo: Sião é a expressão de toda a esperança judaica, que aguarda o Messias nestes finais dos tempos e que anseia pelo Seu reinado de paz. Por isso o final do hino nacional de Israel, a "Hatikva" (Esperança), diz: “... em Sião, terra de Jerusalém".
O amor a Sião se torna movimento de libertação
Desde sempre o sionismo legítimo se expressa em amor a Sião. Esse amor é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida. Ele é comparável com a espera por Cristo que está voltando. Ambos exprimem confiança e fé nas promessas de Deus. Seu alvo comum é a salvação plena.
O sionismo sempre encontrou sua forma visível nos movimentos de libertação nacional do povo judeu. Quando os judeus, há 2.500 anos, foram expulsos de sua terra pela primeira vez, e choraram às margens dos rios da Babilônia e, em oração e na prática, buscaram caminhos e meios de voltarem para sua pátria, começou o movimento sionista.
O hino desses primeiros sionistas está gravado no Salmo 137.1-6: "Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha? Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não se lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.”.
Quando os judeus, depois de um levante maciço contra o exílio, voltaram para a terra de seus antepassados, reconstruíram o templo e restabeleceram o seu país, isso foi sionismo posto em prática.
Em 132 D.C., quando [os judeus] se desvencilharam das forças de ocupação romanas pela última vez, na rebelião de Bar Kochba, e fundou um novo Estado judeu, isso foi sionismo autêntico.
Quando, em 1882, os olim (imigrantes) começaram a regressar a Sião em dezenas e até centenas de milhares nos grandes movimentos de imigração (aliá), vindos principalmente de países árabes, africanos e asiáticos, e quando lutaram contra a resistência de turcos, ingleses, nazistas e árabes, voltando a Sião, isso foi sionismo dentro da vontade de Deus.
Quando, desde 1990, mais de 650.000 judeus dos países ex-comunistas e, a partir de 1991, mais de 140.000 judeus etíopes, os assim chamados "filhos de Salomão" (falashas), vieram a Israel em meio a grandes aventuras pelo caminho, isso foi sionismo messiânico, mesmo que cada regresso a Sião tenha tido sempre um componente político.

Valdeci de Oliveira-Biro-Coordenador do CEBI-VR/ Assessor Bíblico GAEB- da Área Norte.
Comunicador da Rádio Sintonia do Vale: Programa Palavra & Mensagem. Dom.10 às 12h valdecideoliveira@hotmail.com

AGENDA CEBI VOLTA REDONDA -RJ
DIA 10 DE AGOSTO
HORARIO: 9-11 h
REUNIÃO DO CEBI-VR PREPARAÇÃO PARA O MÊS DA BIBLIA(ICAR)- 2013
BIRO/CLAUDIA/MARCO
LOCAL: CÚRIA DIOCESANA

1 A 30 DE SETEMBRO
MÊS DA BÍBLIA(ICAR) ACONTECENDO EM VOLTA REDONDA
Tema: Discípulos (As) E Missionários (As) Em Cristo Segundo Ev. Lucas.
Lema: “... Celebrar A Volta Deste Seu Irmão E Alegrar-Nos,..., Estava Perdido E Foi Achado”. (Lc 15,32)
VÁRIOS ASSESSORES
REGIÃO PASTORAL DE VR

quinta-feira, 18 de julho de 2013

ENCARTE BÍBLICO DIGITAL - José Geraldo Lima e Valdeci de Oliveira-Biro do CEBI-Volta Redonda

ENCARTE BÍBLICO DIGITAL DO CONSÓRCIO BÍBLICO PASTORAL DA DIOCESE(ICAR)- BARRA DO PIRAÍ VOLTA REDONDA-RJ


19º CÍRCULO BÍBLICO DE JULHO: LUCAS 10,1-24

LEMA: “O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos, e os enviou dois a dois, na sua frente, para toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir” (Lc 10,1).

PREPARAR O AMBIENTE: Estender um pano no chão, sobre ele um crucifixo, uma vela acesa, a Bíblia aberta no texto que vai ser lido, flores, uma sandália, (símbolo do missionário/a), uma faixa de cartolina escrita com o lema do encontro.

ACOLHIDA: Animador (a) - Saudamos com alegria a todas as pessoas aqui reunidas, que hoje se encontram em um mesmo sonho de unidade, na mesma fé, na mesma esperança de um mundo mais fraterno. Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Senhor, se tu me chamas (Cantando a Esperança nº 340)

Leitor (a) – O projeto de Jesus é instaurar o Reino de seu Pai. Trata-se do Reino da vida. Porque a proposta de Jesus Cristo a todos os povos, o conteúdo fundamental dessa missão, é a oferta de vida plena para todos. Assumimos o compromisso de uma grande missão em todo o Continente, que de nós exigirá aprofundar e enriquecer todas as razões e motivações que permitam converter cada cristão em discípulos missionários.

CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO 409 Nº5
UM OLHAR PARA O EVANGELHO DE LUCAS 10,1-24

PARA REFLETIR:

1) Qual a missão da nossa comunidade hoje? Como as palavras de Jesus podem ajudar-nos a realizá-la?

2) A nossa comunidade eclesial se preocupa com a formação da consciência de seus membros no que diz respeito aos pecados sociais? E também da missão, para atender ao apelo de Deus?

PRECES: Animador (a) – Elevemos as nossas súplicas a Deus, fundamentando-as no anúncio do Evangelho e na reflexão das perguntas. Logo em seguida rezar o Pai Nosso.

CELEBRANDO A VIDA: Animador (a) - Deus deu ao ser humano a missão de submeter à terra e tudo que nela contém. As pessoas são grandes colaboradoras de Deus para levar este mundo a mais perfeição, que seja um “lar feliz” para todos. Fomos criados à imagem de Deus, somos dotados de inteligência, capazes de trabalhar e ser criativos, para levarmos para frente à Obra da Criação. É pelo trabalho que participamos da Obra do Criador. Deus atua na Criação através de nós. Somos por assim dizer, os braços de Deus. Ele quer que assim encontremos alegria no trabalho da missão, que nos sintamos realizados e que nossa vida tenha sentido.

OREMOS: Animador (a) - Deus da vida, desperta em nós o desejo de ser um povo missionário. Ajuda-nos a escutar teu apelo e dá-nos a coragem de nos deixar guiar pelo seu Espírito. Possamos reunir, por nosso testemunho comum, homens e mulheres de boa vontade. Que eles sejam fortificados e levem ao mundo a Boa Notícia de teu Reino. Amém!
BÊNÇÃO: Ó Deus, derrama sobre nós a sua bênção, renovam as nossas forças, nosso amor, nossa fé e o nosso compromisso de cristão, para missão de seu Reino. Que a força desta oração nos faça viver de tal modo, que nos tornemos semelhantes a Jesus , homens e mulheres e Deus e que por sua graça sejamos pessoas novas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Quero ouvir teu apelo (Cantando a Esperança nº 689)
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
TODOS: Para sempre seja louvado. Amém!


20º CÍRCULO BÍBLICO DE JULHO: LUCAS 10,25-37

LEMA: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo” (Lc 10,17).

PREPARAR O AMBIENTE: Estender um pano no chão, sobre ele um crucifixo. Uma vela acesa, a Bíblia aberta no texto que vai ser lido, flores uma estampa de uma pessoa caída no chão, uma cartolina escrita com o lema do encontro.


ACOLHIDA: Animador (a) - Irmãs e irmãos, o lema de hoje é um convite desafiador. Somos convocados à reconciliação com Deus e com o próximo. Jesus é o nosso caminho para Deus. Ele nos fortalece para proclamar, testemunhar e agir em direção à reconciliação com o ser humano, Em nome do Pai. Do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Ti amarei Senhor (Cantando a Esperança nº 683).

Leitor (a) – Movidos pela atitude do bom Samaritano, tocados pela Palavra de Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma. Com toda a tua força e com toda a tua inteligência, e ao teu próximo como a ti mesmo” e prontos a viver na misericórdia e solidariedade com todos os violentados pela fome, pelo desemprego e pelas injustiças. Roguemos a Deus nosso Pai, a fim de que perdoe nossos pecados e nos livre de todo mal.

CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: Tua Palavra é vida Senhor (Cantando a Esperança nº 760)
UM OLHAR PARA O EVANGELHO DE LUCAS: 10,25-37

PARA REFLETIR:

1) Os verdadeiros evangelizadores são os pobres. Como isso acontece em nosso meio?

2) O Samaritano, considerado povo impuro pela religião Judaíca. Com quem Jesus se preocupou? Como isso é possível? Acontece ainda hoje?

PRECES: Animador (a) – Elevemos as nossas súplicas a Deus, fundamentando-as no anúncio do Evangelho e da reflexão das perguntas. Logo em seguida rezar o Pai Nosso.

CELEBRANDO A VIDA: Desde que o mundo é mundo o Espírito Santo sopra onde e como quer. O Espírito Santo, como o Ruah de Deus, não pode ficar preso dentro de uma estrutura opressiva, nem mesmo religioso. Jesus nos ensina a descobrir a presença do Espírito Santo, onde existe a ternura, a compaixão, a misericórdia. Naqueles que consideramos ateus, muitas vezes o Espírito Santo encontra maior receptividade, generosidade. O mundo que nos parece mal é, muitas vezes, o “nosso” mundo. Precisamos abrir os olhos e perceber o Espírito Santo agindo fora do nosso pequeno mundo. Uma coisa é certa: a herança da vida eterna está ligada às práticas do amor, às práticas de misericórdia e não às praticas religiosas.

OREMOS: Senhor, a sua Palavra hoje, de modo especial, tocastes nosso coração para acolher com carinho e cuidar com amor as pessoas que necessitam de nós. Ajude-nos Senhor Jesus, a exemplo do Bom Samaritano, a ter coragem de ver, compadecer e aproximar do outro, principalmente os caídos e caídos pelo desprezo da sociedade. Por isso Senhor, com a força do seu Espírito Santo, nos inspirem e conduzir em nosso compromisso missionário e profético, na defesa de melhores condições de vida do povo. Amém!

BÊNÇÃO: O Deus, proteção dos pequenos e dos pobres, nos dê a graça de caminhar com o vosso Filho Jesus Cristo, na sua entrega de amor, de misericórdia e de solidariedade por toda a humanidade, agora e sempre Amém!
CANTO: Se meu irmão estende a mão (Cantando a Esperança nº 516)
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
TODOS: Para sempre seja louvado. Amém!

21º CÍRCULO BÍBLICO DO MÊS DE JULHO: LUCAS 11,1-13

LEMA: -“Pois, todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha, e a quem bate, a porta será aberta” (Lc 11,10).

PREPARAR O AMBIENTE: Um pano estendido no chão, sobre ele um crucifixo, uma vela acesa, a Bíblia aberta no texto que vai ser lido, flores, uma estampa de Deus, embaixo escrever: somente Pai Nosso, uma faixa de cartolina, escrever o lema do encontro.

ACOLHIDA: Animador (a) – Irmãos e irmãs, A oração do Senhor nos põe em comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Ao mesmo tempo ela nos revela a nós mesmos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Povo da promessa (Cantando a Esperança nº 338).

Leitor (a) – O Pai Nosso mostra a simplicidade e intimidade do ser humano com Deus. Na primeira parte, pede-se que Deus manifeste o seu projeto de salvação; na segunda parte, pede-se o essencial para que o ser humano possa viver segundo o projeto de Deus: pão para o sustento, bom relacionamento com os irmãos e perseverança até o fim.


CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO. O Evangelho é Boa Nova (Cantando a Esperança nº 459)
UM OLHAR PARA O EVANGELHO DE LUCAS: 11,1-13

PARA REFLETIR:

1)Por que o Pai Nosso é a fonte e o resumo de toda a oração cristã?

2)Por que precisamos perseverar na oração? Isso significa que é preciso repetir muito, como se Deus fosse surdo ou estivesse dormindo?

PRECES: Animador (a) – Elevemos as nossas súplicas ao Senhor, fundamentando-as no anúncio do Evangelho e da reflexão das perguntas. Logo em seguida rezar o Pai Nosso.

CELEBRANDO A VIDA: É preciso rezar com confiança, pois se até os seres humanos, que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do céu! Ele dará até o Espírito Santo, o maior dom, que faz com que as pessoas vivam segundo o projeto de Deus realizado em Jesus Cristo. De fato, é o Espírito que ensinará as pessoas a rezarem ao Pai, pedindo com perseverança e confiança aquilo que lhes é realmente necessário. Contudo, resta acrescentar que Deus está sempre aberto a nós, esperando o nosso pedido.

OREMOS: Dá-nos Senhor, a graça de nos reconhecermos como irmãos, filhos e filhas do mesmo Pai, Criador de todo universo. Que a nossa oração, desenvolve em nós a vontade de nos assemelharmos a Ti, como também um coração humilde e confiante.  Que todos os jovens descubram o caminho do teu seguimento e sejam guiados pelo Espírito Santo. Amém!

BÊNÇÃO: Deus que é a nossa salvação, nos abençoe, faça brilhar a força de prepararmos diante de vosso Filho Jesus Cristo, a tua vontade, pelos os caminhos da justiça e da reconciliação. Por Cristo Nosso Senhor que vive e reine entre nós. Amém!
CANTO: Eis-me aqui Senhor (Cantando a Esperança nº 364).
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
TODOS: Para sempre seja louvado.

22º CÍRCULO BÍBLICO DO MÊS DE JULHO: LUCAS 11, 37-44

LEMA: “Vocês fariseus, limpam o corpo e o prato por fora, mas o interior de vocês está cheio de robô e maldade” (Lc 11,39b).

PREPARAR O AMBIENTE: Um pano estendido no chão, sobre ele um crucifixo, uma vela acesa, a Bíblia aberta no texto que vai ser lido, flores, um desenho de uma mesa de refeições com as pessoas, um cartaz de cartolina escrita o lema do encontro.

ACOLHIDA: Animador (a) – É com muita alegria que saudamos a todos os presentes, neste encontro de fé no Senhor. Nutrido de sua Palavra que nos ensina a viver na base do amor e da igualdade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: O Senhor me chamou a viver (Cantando a Esperança nº 354).

Leitor (a) – “Que todos os jovens, querem compartilham a nossa fé em Jesus Cristo, quer todos os que hesitam que estão na dúvida ou não creem N’nele, possam viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo e do seu amor por todos nós” (Bento XVI).

CANTO DE ACLAMÇÃO AO EVANGELHO: Buscai primeiro o Reino de Deus (Cantando a Esperança nº 456).
UM OLHAR PARA O EVANGELHO DE LUCAS: 11,37-44.

PARA REFLETIR:

1) Jesus desmascara a hipocrisia social e a hipocrisia religiosa. Como essas hipocrisias     se manifestam hoje? Elas existem em nossa comunidade?

2)Nossa comunidade está aberta para a novidade de Jesus e do Evangelho, rompendo com o legalismo, ou seja, com as coisas velhas e superadas?

PRECES: Elevemos as nossas súplicas ao Senhor, fundamentando-as no anúncio do Evangelho e reflexões das perguntas, Logo em seguida rezar o Pai Nosso.

CELEBRANDO A VIDA: “A fé nos permite que a Igreja coloque a dignidade da natureza humana acima de toda discussão entre os que tendem por um lado a exaltar o corpo e, por outro, a desprezá-lo. Nenhuma lei preserva tão bem a dignidade e a liberdade humanas como o Evangelho de Cristo, confiado à Igreja. O Evangelho anuncia e proclama a liberdade dos filhos de Deus [...] A autonomia da criatura, especialmente dos seres humanos, e sua dignidade não só são preservadas, como restituídas e confiadas, na esfera própria das coisas divinas” (CF 2013).

OREMOS: Senhor, Pai santo, queremos neste nosso encontro de comunidade eclesial, colocarmos em nosso coração de todos os jovens, pedindo que sempre percebam o vosso amor e, assim, consigam descobrir que com todos os seus valores e dinamismo são muito importantes dentro da vossa Igreja e também de nossa sociedade. Amém!

BÊNÇÃO: Pedimos a bênção de Deus, para nós e para os irmãos cristãos de outras Igrejas e para todos os jovens, para construirmos junto um futuro sempre melhor. Que nos acompanhe sempre a graça do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
CANTO: Eu vim para que todos tenham vida (Cantando a Esperança nº 625)
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
TODOS: Para sempre seja louvado. Amém!
Produzido por José Geraldo Lima e Valdeci de Oliveira-Biro do CEBI-VR

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

MESTERS, C.; OROFINO, F. Pé no chão, sonho no coração. Olhar no espelho das primeiras comunidades. Círculos Bíblicos dos Atos dos Apóstolos (1a parte: At 1,1 a 11,18). São Leopoldo: CEBI, 2001, 146 p.
MOXNES, H. A Economia do Reino: Conflito Social e Relações Econômicas no Evangelho de Lucas. Traduzido do inglês por Thereza Christina F. Stummer. São Paulo: Paulus, 1997, 166 p.
RICHARD, P. O Movimento de Jesus depois da Ressurreição: Uma Interpretação Libertadora dos Atos dos Apóstolos. Traduzido do espanhol por José Afonso Beradin. São Paulo: Paulinas, 1999, 223 p.
RIUS-CAMPS, J. O Evangelho de Lucas: O Êxodo do Homem Livre. Traduzido do espanhol por João Rezende Costa. São Paulo: Paulus, 1997, 363 p.
STORNIOLO, I. Como ler o Evangelho de Lucas: Os Pobres Constroem a Nova História. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 222 p.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O CRISTIANISMO PRIMITIVO: COMUNIDADE DE CORINTO- 2°PARTE - Biro - CEBI Volta Redonda

O CRISTIANISMO PRIMITIVO: COMUNIDADE DE CORINTO-2°PARTE

O presente, por ele vivido na entusiástica exaltação da experiência carismática, tinha absorvido o futuro, negando-o como portador de novidade. O todo da salvação era visto no hoje carismático. O carisma esgotava todas as experiências cristãs. Praticamente chegou-se a identificar o cristão com o carismático. As experiências exaltantes so Espirito terminarem por determinar o ser ou não ser do cristão. 
A propósito, é significativo que Paulo contraponha o ágape como caminho de ouro dos fiéis (12,31b), elevando-o a característica essencial da experiência cristã (13,1-3). O dom carismático extraordinário encontra em si mesmo a razão de sua validade. Escapa de qualquer exigência de legitimação, de qualquer critério de verificação. 
Como pretende que o Espírito, manifestamente presente e atuante nos cristãos extáticos, seja justificado por outros e não por si mesmo? 
O glossolalo é uma pessoa animada e tomada pelo Espirito, diga o que disser. O numinoso e o prodigioso valem por si mesmos. Daí a reocupação de Paulo de submeter às manifestações carismáticas ao crivo da confissão de Cristo Senhor (12,3) e ao critério de sua construtividade eclesial (12,7 e todo capítulo 14). No plano prático, as experiências extraordinárias do Espírito criavam desordem e caos nas reuniões comunitárias, como o deixa transparecer o capitulo 14. 
As vozes incompreensíveis dos glossolalo, as palavras carregadas de intensa emotividade e de frenética exaltação dos extáticos, a superposição das vozes de todos o que falavam ao mesmo tempo, tudo confluía para tornar estéreis as assembleias eclesiais. Nelas predominava o espanto, a excitação, uma atmosfera mais de sessão espírita do que de pacata manifestação comunitária. Tanto mais que delas participavam também simpatizantes, que ficavam com a desagradável sensação de uma loucura contagiosa e generalizada. 
A ostentação desordenada de alguns predominava sobre a participação pedagógica de todos, na base de palavras e discursos verdadeiramente comunicativos. Conclusão, em Corínto reinava um carismatísmo onicompreensivo e, reducionista. Havia levado a se conhecer e a se viver a experiência do Espírito: Em chave extática e numinosa; Como exclusivo desempenho individual; Como fenômeno aristocrático, elitista; Em termos que faziam englobar toda a realidade salvífica e toda a vida cristã; Como exclusão de comprovação exterior. 
Paulo responderá apresentando uma concepção diametralmente oposta do Espírito, entendido em essencial relação com a Igreja como Senhor. Definirá o carisma em termos de serviço, ou seja, de utilidade para o crescimento da comunidade (12,7 e 12,12 ss). O critério comprovador é a confissão de Jesus como Senhor (12,3). Com soberana liberdade e ilimitada generosidade o Espírito distribui aos fiéis os seus dons, de tal modo que ninguém os possui todos, e ninguém estão totalmente privados deles (12,4 ss). De qualquer forma, não e a experiência carismática que exprime a perfeição da salvação, mas sim o ágape, que é a verdadeira definição do cristão (capítulos 13).
 Valdeci de Oliveira-Biro-Coordenador do CEBI-VR/ Assessor Bíblico GAEB- da Área Norte.
Comunicador da Rádio Sintonia do Vale: Programa Palavra & Mensagem. Dom.10 às 12 hvaldecideoliveira@hotmail.com

AGENDA - CEBI VOLTA REDONDA 

DIA 27 DE JULHO
HORARIO 8-16 h      
FORMAÇÃO BIBLICA
PRINCIPAIS GRUPOS E PERSONAGENS NO EV. DE LUCAS           
ASSESSOR: BIRO     
 LOCAL: SÃO FRANCISCO DE ASSIS-RETIRO