ENCARTE BÍBLICO DIGITAL DO CONSÓRCIO BÍBLICO PASTORAL
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
ENCARTE BÍBLICO DIGITAL - José Geraldo Lima e Valdeci de Oliveira-Biro do CEBI-Volta Redonda
terça-feira, 18 de junho de 2013
O CRISTIANISMO PRIMITIVO: COMUNIDADE DE CORINTO-1°PARTE - Biro - Cebi Volta Redonda
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ARTIGO DO MÊS DE JUNHO:
O CRISTIANISMO PRIMITIVO: COMUNIDADE DE CORINTO-1°PARTE
A I° Carta aos Coríntios, retrato vivo de uma
comunidade cristã nascente, quando do primeiro contato do Cristianismo com o
mundo ocidental. Tudo isso, acontece graças ao fundador do cristianismo
depois de Cristo: Paulo de Tarso. O vocábulo pneumático (= dons do Espírito),
que aparece nos títulos de 12,1; e retornam 14,1 – O termo técnico do mundo
helenista para indicar fenômenos prodigiosos e extáticos -, nos coloca no
caminho certo. O Espírito era entendido como força divina envolvente, e como
doador de forças extraordinárias e espetaculares, capazes de levar o ser
humano a superar os próprios limites e a alcançar performances sobre humanas.
Na Igreja de Corinto, experimentava-se com entusiasmo fenômenos de êxtase,
aconteciam manifestações de glossolalia, que fazia ressoar na assembleia
vozes incompreensíveis, havia discursos inspirados, fruto da iluminação
divina. O passado pagão dos fiéis também leva em conta a uma identificação
reducionista dos carismas, ou dons do Espírito, com fenômenos numinosos,
extáticos e extraordinários (12,2). As primeiras consequências lógicas de tal
concepção repercutiam em diversas direções. O carisma era próprio do
individuo, levando-o a fechar-se em si mesmo e isolando-o dos outros.
Constituía uma realização excepcional do individuo, até mesmo numa
divinização. Havia a interpretação individualista do Espírito e de seus dons.
A realidade carismática era dissociada da realidade comunitária da Igreja.
Esta permanência muda e passiva diante da explosão dos carismáticos. O
espanto e a maravilha não eram construtivos, e nem ajudavam o amadurecimento
no campo da fé. A segunda consequência lógica: os possuidores de carismas
extraordinários deviam constituir uma minoria privilegiada. Determinou-se,
uma nítida discriminação entre esses poucos privilegiados e os demais.
Chegou-se a traçar uma linha de demarcação separando os fiéis uns dos outros,
atribuindo-se a uns um estatuto de superioridade e confinando os outros num
gueto de inferioridade. Em vez de unir, o espirito terminava por dividir.
Havia cristãos de primeira classe - possuidores de carismas espetaculares –
cristãos de segunda classe, reduzidos a um estado de privação do Espírito.
Desse modo, era inevitável a polarização entre fiéis superiores e fieis
inferiores. A uma consciência orgulhosa correspondia, na outra ponta, um
estado de humilhante resignação. Paulo recorrerá á comparação com o organismo
humano para combater tanto o complexo de superioridade (complexo de Deus) dos
carismáticos, quanto o complexo de inferioridade (complexo de pobretada e
ninguenzada) dos demais (12,12 ss.), afirmando cm ênfase que o corpo, pela
vontade do Deus Criador, não se dá nenhuma divisão (schisma: 12,25). A
insistência do apostolo sobre o caráter transitório e imperfeito dos carismas
(13,8-13) mostra que em Corinto havia um processo de supervalorização
maximalística dos mesmos. Devem ver neles a realização plena da realidade
salvífica. O carismático, invadido pelas forças extraordinárias do Espírito,
só podia sentir-se como alguém que já atingiu a meta. Libertando dos vínculos
limitativos da vida terrena, e transformado num ser divino, nada tinha a
esperar.
Valdeci de
Oliveira-Biro-Coordenador do CEBI-VR/ Assessor Bíblico GAEB- da Área Norte. Comunicador
da Rádio Sintonia do Vale: Programa Palavra & Mensagem. Dom.10 às 12 h
valdecideoliveira@hotmail.com
ENCARTE BÍBLICO DIGITAL DO CONSÓRCIO BIBLICO PASTORAL DA DIOCESE(ICAR)- BARRA DO PIRAÍ VOLTA REDONDA-RJ
AGENDA - CEBI - VOLTA REDONDA
DIA 27 DE JULHO
HORARIO 8-16 h
FORMAÇÃO BIBLICA
PRINCIPAIS GRUPOS E PERSONAGENS NO EV. DE
LUCAS
ASSESSOR: BIRO
LOCAL:
SÃO FRANCISCO DE ASSIS-RETIRO
DIA 10 DE AGOSTO
HORARIO: 9-11 h
REUNIÃO DO CEBI-VR PREPARAÇÃO PARA O MÊS DA BIBLIA- 2013
BIRO/CLAUDIA/MARCO
LOCAL: CÚRIA DIOCESANA
1 A 30 DE SETEMBRO
MÊS DA BÍBLIA ACONTECENDO EM VOLTA REDONDA
Tema: Discípulos (As) E Missionários (As) Em
Cristo Segundo Ev. Lucas.
Lema: “... Celebrar A Volta Deste Seu Irmão E
Alegrar-Nos,..., Estava Perdido E Foi Achado”. (Lc 15,32)
VÁRIOS ASSESSORES
REGIÃO PASTORAL DE VR
DIA: 14 DE SETEMBRO
HORARIO: 9-11 H
REUNIÃO DO CEBI-VR
PREPARAÇÃO ARTICULAÇÃO SEMINARIO BIBLICO DO
CEBI.
ASSESSORES:
BIRO/CLAUDIA/MARCO
LOCAL: CÚRIA DIOCESANA
19-20 DE OUTUBRO
SEMINÁRIO BÍBLICO DO CEBI-VRSENTIDO DAS
PALAVRAS TOLERÂNCIA/INTOLERÂNCIA E SUAS FACETAS NA ATUALIDADE.
GINÁSIO AMARO INÁCIO.
OFICINAS BIBLICAS COLÉGIO PARÁ OU AMARAL
PEIXOTO
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Magnificat: O Cântico da Bem-aventurada. Fernando Henriques - CEBI Méier
CEBI MÉIER
Comunidade Renato Cadore
Fernando Henriques
coordenador
Referência:
Livro-texto: “O Cântico da Bem-aventurada – uma interpretação do Magnificat em Lucas 1, 46-55”, Maria das Graças Vieira, Edição do CEBI – Série A Palavra na Vida PNV 268, 1ª edição, São Leopoldo, 2010.
Comunidade Renato Cadore
Magnificat: O Cântico da Bem-aventurada.
Fernando Henriques
coordenador
“Meu coração se alegra com Javé, em Deus me sinto cheia de força. O arco dos poderosos é quebrado, e os fracos são fortalecidos” (Cântico de Ana, 1 Sm 2,1b.4).
O cântico de Maria é o cântico dos pobres que reconhecem a vinda de Deus para libertá-los através de Jesus. Cumprindo a promessa, Deus assume o partido dos pobres, e realiza uma transformação na história, invertendo a ordem social: os ricos e poderosos são depostos e despojados, e os pobres e oprimidos são libertos e assumem a direção dessa nova história (Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Editora Paulus, nota de rodapé a Lc 1, 46-56).
Lucas faz uma releitura do Cântico de Ana do Primeiro livro de Samuel, e coloca nos lábios de Maria o Magnificat. Trata-se de verdadeiro prólogo à Teologia da História dos escritos lucanos. Deus se revela libertador. E sua ação na história humana é reconhecida quando o seu braço divino age dispersando os homens de coração orgulhoso, depondo os poderosos de seus tronos e exaltando os humildes.
Como primeiro ensaio mariológico, o CEBI Méier vai focar o Cântico da Bem-aventurada. Nossa reflexão se guiará pelo texto de Maria das Graças Vieira (PNV 268), irmã catequista franciscana, mestre pela EST (Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, RS). Ela procura nos mostrar que a crença nas transformações sócio-históricas de libertação dos oprimidos e dos excluídos tem no Magnificat, o cântico entoado por Maria, mãe de Jesus, uma de suas fontes mais inspiradoras.
No olhar profético da Maria que canta, refulge a ação salvífica e escatológica de Deus. Só assim podemos entender as profecias do Magnificat que, começando pela jovem Maria, têm sua culminância histórica na cruz e ressurreição do Filho de Deus, atualizando-se ainda hoje cada vez que o pão é partilhado, a justiça se realiza e o pobre encontra-se com o Deus libertador que o salva de suas opressões.
Maria nos leva a entender que vai louvar a Deus e celebrar as maravilhas que ele realizou para nos confirmar na fé, consolar todos os pequeninos e fazer tremer todos os poderosos da terra. Maria não entoou este canto apenas para si, mas para todos nós, seguidores do caminho.
O Magnificat é um cântico da comunidade dos pobres, mostra o motivo da encarnação e a razão da manifestação do Filho de Deus na história dos homens. Mostra-nos que o nascimento de Jesus é fruto do amor misericordioso de Deus que olhou a miséria de seu povo e veio em seu socorro.
O louvor a Deus e a alegria messiânica penetram as profundezas de Maria, sua alma e seu espírito. As obras divinas da salvação suscitam nela um canto de louvor a Deus, um hino de júbilo. Maria se conta entre os humildes, pequenos e pobres, aos quais os profetas e salmos tantas vezes prometem a salvação.
O louvor de Maria, iniciado por Isabel, não mais terá fim. Todas as gerações entoarão os louvores daquela Maria. Ela será sempre e por toda parte enaltecida.
Livro-texto: “O Cântico da Bem-aventurada – uma interpretação do Magnificat em Lucas 1, 46-55”, Maria das Graças Vieira, Edição do CEBI – Série A Palavra na Vida PNV 268, 1ª edição, São Leopoldo, 2010.
sábado, 15 de junho de 2013
Introdução ao Estudo Bíblico no Rádio on line - fascículo 10 - Valdeci de Oliveira - BIRO - CEBI Volta Redonda
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FASCICULO 10
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VALDECI DE
OLIVEIRA-BIRO
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12/05/2013
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II ° Sam 12,7-10.13:
O Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás.
Salmo 31, 1-2. 5.7.11: Eu confessei, afinal, meu pecado e perdoastes, Senhor, minha falta.
Salmo 31, 1-2. 5.7.11: Eu confessei, afinal, meu pecado e perdoastes, Senhor, minha falta.
Gal 2,16. 19-21: Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim.
Lucas 7,36-8,3: Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados,
porque ela mostrou muito amor.
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O presente estudo tem como objetivo mostrar como a Bíblia deve ser
entendida e estudada no seu âmbito natural com o Povo de Deus e em Comunidade
de Fé.
"A Bíblia é ao mesmo tempo humana e divina, exige de nossa
parte a tarefa de interpretá-la."
Texto do dia 16 DE JUNHO 2013. |
Comentários
Na primeira leitura, Davi, o rei eleito por Deus, pecou
gravemente. Cometeu adultério com Betsabé, esposa de um dos seus generais mais
leais, depois mandou matar o esposo enganado. Zombou do próprio Deus, ao
arrogar-se o direito abusivo sobre a vida e a morte em beneficio de seus
desejos depravados, relativizando a realeza absoluta de Deus, única fonte do
autêntico direito.
Isto
merece um castigo. Porém, o rei reconhece seu delito e se manifesta
humildemente arrependido. Mostra assim a profundidade de sua fé, apesar de seu
pecado. Por isso Deus o perdoa. Davi ficará para sempre como o exemplo vivo do
homem que, sobrepondo-se às suas misérias, se situa na dinâmica do divino que,
sem desatender a justiça, aplica a misericórdia e o perdão a quem se arrepende.
Na segunda leitura, Paulo não cessa de combater a
mentalidade quem impele o homem a pensar que graças às suas boas ações tem
direitos diante de Deus. A religião, fundada sobre a obediência da lei e sobre
um contrato “te dei, deves dar-me”,
falseia a verdadeira relação com o Senhor. Este tipo de religião conduziu o
judaísmo a rejeitar a mensagem de misericórdia de Jesus, para fechar-se em seu
frio esquema da legalidade vazia. A fé transforma radicalmente esta mentalidade
e nos abre ao amor divino tal como se mostrou em Jesus.
No evangelho, uma mulher se atreve a estragar uma
sobremesa cuidadosamente preparada. A arrogante intrometida, não somente quebra
as leis da boa educação, mas, além disso, comete uma infração de tipo
religioso: um ser impuro não deve manchar a casa de um homem socialmente puro
(um fariseu).
Por
um momento Cristo perde sua dignidade de profeta aos olhos de seu anfitrião: “Se este fosse profeta, saberia quem é esta
mulher que o está tocando e o que é: uma pecadora”. Diante da situação
apresentada, Jesus utiliza o recurso dos sábios: o método socrático de induzir
à conclusão correta a partir dos argumentos corretos. Em vez de corrigir o
anfitrião, convida-o a sair de sua ignorância e a reconhecer que o verdadeiro
pecador é ele; o fariseu que acredita ser puro.
A
mulher não enganou ninguém: ela repetiu os gestos de sua profissão; a mesma
atitude sensual que teve com todos os amantes. Porém, nesses tarde seus gestos
não têm o mesmo sentido. Agora expressam seu respeito e a mudança de seu
coração. O perfume, ela o comprou com suas próprias economias, o preço de seu “pecado”. E sem duvidar, rompe o frasco
(cf. Mc 14,3), para que não seja recuperada nenhuma gota do preciso perfume.
Uma vez mais, um gesto fino e elegante.
Surgem
aqui duas dimensões da salvação. Por uma parte, aparece à liberdade, própria do
amor. Nessa ceia o fariseu tem tudo previsto e preparado. Porém, basta que uma
mulher, impelida por seu coração, entre sem ter sido convidada e a sobremesa
munda totalmente. Por outra parte, o episódio revela a libertação oferecida por
Jesus.
O
Messias proclama, com seus atos e palavras, que o homem já não está condenado à
escravidão da lei e de uma religião alienante. O cristão é um ser libertado
sobre a base dessa fé, feito amor prático pregado por Jesus: “tua fé te salvou”. Na antiguidade as
prostitutas eram consideradas escravas; socialmente não existiam.
Contudo,
esta tarde uma prostituta escuta as palavras de absolvição e de canonização,
pois fez o gesto simbólico, e expressa sua decisão de mudar de vida. Assim se
coloca à cabeça do evangelho. Que outra coisa podem significar as palavras de
Cristo: “teus pecados estão perdoados?”
É a mesma coisa que dizer: “Maria, és uma
santa”.
Oração:
Ó mistério infinito, em quem cremos presente no processo da vida e na historia
do cosmos… Faze que sejamos capazes de compreender que a força que tudo
sustenta é o Amor e nós mesmos somente alcançamos a felicidade no amor. Nós te
pedimos, apoiados no exemplo de Jesus, unidos a todos os homens e mulheres que
te buscam por muitos caminhos. Amém.
Para a revisão de vida
-
Que lugar tem o amor da minha vida interior, na minha vida espiritual, no
sentido da minha vida?
-
O que significa que "os seus muitos
pecados estão perdoados porque ela muito amou"?
Oração da Comunidade
O
infinito mistério, a quem apresentamos no processo da vida e da história do
cosmos... Faça-nos capazes de entender que a força que mantém tudo o que é
amor, e que nós mesmos só alcançarmos a felicidade no amor Nós pedimos isto
apoiado pelo exemplo de Jesus, unidos com todos os homens e mulheres olhando
para você os muitos caminhos. Amém.
BIBLIOGRAFIA
CONSULTADA:
MESTERS, C.; OROFINO, F. Pé no chão,
sonho no coração. Olhar no espelho das primeiras comunidades. Círculos Bíblicos
dos Atos dos Apóstolos (1a parte: At 1,1 a 11,18). São Leopoldo: CEBI, 2001,
146 p.
MOXNES, H. A Economia do Reino: Conflito
Social e Relações Econômicas no Evangelho de Lucas. Traduzido do inglês por
Thereza Christina F. Stummer. São Paulo: Paulus, 1997, 166 p.
RICHARD, P. O Movimento de Jesus depois
da Ressurreição: Uma Interpretação Libertadora dos Atos dos Apóstolos.
Traduzido do espanhol por José Afonso Beradin. São Paulo: Paulinas, 1999, 223
p.
RIUS-CAMPS, J. O Evangelho de Lucas: O
Êxodo do Homem Livre. Traduzido do espanhol por João Rezende Costa. São Paulo:
Paulus, 1997, 363 p.
STORNIOLO, I. Como ler o Evangelho de
Lucas: Os Pobres Constroem a Nova História. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 222
p.
Produzido
por Valdeci de Oliveira-Biro
Coordenador
do CEBI-Centro de Estudos Bíblicos-VR
Membro fraterno do CONIC: Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil. Comunicador do programa Palavra e Mensagem, na Rádio Sintonia do Vale 99,3 FM. Todo Domingo de 10 às 12 horas.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
O rio como testemunha - Gleides – CEBI Nova Iguaçu - Dimensão de Ecumenismo
O rio como testemunha
O céu estava azul, sem nuvens que prenunciassem chuva.
As flores nos arbustos variavam do vermelho ao rosa. Não longe, quase
perto, podia-se admirar pequenas elevações e se imaginar chegando ao seu topo.
Um cheiro gostoso chegava da cozinha enquanto um felino da cor da noite
sem estrelas observava os visitantes. No tronco da árvore transformado em mesa depositamos
nossos computadores e, claro, cadernos e canetas dos apegados ao “passado”.
Estudar, conversar, rir, divergir, suspeitar, ficar sem respostas e
buscar algumas. Se alimentar da mesa farta de pão e alegria, gratidão e
amizade.
Ao fundo tínhamos a companhia silenciosa do rio que corria devagar.
Assoreado, mas resistindo. Dizem que ainda recebe a visita de garças que nele
procuram alimento.
Foi assim o encontro promovido pela Dimensão de Ecumenismo, em Barra do
Piraí, sobre Cristianismos Originários.
As primeiras comunidades cristãs povoam nosso imaginário de fé.
Será possível uma vivência tão rica em diversidade ser reduzida a um
modelo pronto e fechado? Haverá o que se descobrir nas entrelinhas dos textos e
da História e nas ausências perpetradas?
À noite caiu uma rápida e forte chuva. A natureza resiste ao previsível e
está, quase sempre, surpreendendo.
Quanto a nós, precisamos buscar sermos surpreendidos.
Gleides
– Nova Iguaçu
Dimensão de Ecumenismo
Evangelho de João, o Caminho da Vida.- Fernando Henriques - CEBI-Méier
CEBI MÉIER
Comunidade Renato
Cadore
Evangelho de João, o Caminho
da Vida.
Fernando Henriques
coordenador
“E a palavra se fez carne e armou sua tenda
entre nós, e vimos sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de
graça e de verdade” (João 1,14).
O
evangelho não sinótico de João, de teologia descendente, é o resultado do
testemunho do discípulo amado. “Este é o discípulo que deu testemunho dessas
coisas e que as escreveu” (Jo 21, 24
a ). Ele também pode ser aceite como testemunho da comunidade
joanina, redação coletiva fruto da vivência daquela comunidade que encarnou e
viveu o projeto de Jesus de Nazaré. “E nós sabemos que o seu testemunho é
verdadeiro” (Jo 21, 24b).
Tradicionalmente
o CEBI Méier dedica-se a um estudo bíblico de maior fôlego. Ano passado
estudamos Marcos. Lucas já o havia sido à cerca de dois anos. Diante disso, e
ouvida a Assembléia do CEBI em dezembro passado, a coordenação propôs uma série de 7 encontros
ao longo do ano, o primeiro deles a 6 de abril, titulado O Primeiro Sinal.
Outros
quatro encontros ficam para 2014. Nossa reflexão se guiará pelo texto de José
Bortolini, que procura mostrar que a prática de Jesus se resume num compromisso
contínuo e pleno com a vida do povo que sofre. Por sua ação Jesus mostra qual é
o projeto que Deus tem para toda a humanidade, judeu ou samaritano, grego ou
romano, de qualquer etnia ou cultura. Quem
vê Jesus agindo, vê o Pai. Quem adere a Jesus e o segue, caminha ao encontro do
Deus da Vida.
O
evangelho de João fala de sete sinais. Mas o maior sinal do escrito joanino é o
próprio Jesus dando a vida por amor, e indo até as últimas conseqüências. Segundo
Bortolini esse é também o caminho das comunidades comprometidas com ele.
O
quarto evangelho teria sido escrito por volta do ano 100, após quase 60 anos de
elaboração oral e proto-escrita. Ele testemunha a caminhada difícil do povo de
Deus. Sua redação final é posterior à destruição de Jerusalém e ao congresso de
reorganização do judaísmo que expulsou os cristãos (seguidores do Caminho) das
sinagogas.
Como
se nos apresenta atualmente o texto nos fornece elementos de quatro fontes
distintas, uma delas, chamada por alguns biblistas “Atos dos Apóstolos de
João”. Podemos apresentar a estrutura do texto como segue:
a)
Prólogo (1,1-18)
b)
O Livro dos Sinais
Primeira Semana (1,19-11,57)
Segunda Semana (12,1-12,50)
c)
O Grande Sinal (13,1-20,29)
d)
Epílogo primeiro (20,30-31)
e)
Apêndice: o dia que não termina (21, 1-23)
f)
Epílogo segundo (21, 24-25).
Neste
ano de 2013 o CEBI Méier, com esta série de 7 encontros, espera poder caminhar
em direção a uma compreensão maior deste evangelho profundamente teológico em
sua concepção, com o Logus apresentado já na criação do mundo. “Todas as coisas
foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1,3). E esta
mesma Palavra, este Verbo se fez carne e habitou entre nós, no grande mistério
da encarnação de um Deus que se despoja de tantos atributos para viver a nossa
miséria.
A
força do texto de João é mostrada nos cerca de 23 bispos de Roma que adotaram
esse nome. E foi o último deles que sob inspiração do Espírito convocou o
concílio ecumênico Vaticano II, também objeto de estudo este ano por nossa
comunidade.
O
CEBI Méier convida a todos para fazermos juntos essa caminhada. Refletir sobre o
Evangelho de João, mas também sobre a comunidade que lhe deu origem. Sempre aos
sábados, das 8:30 às 12 horas.
Livro-texto: “Como ler o Evangelho de João – O Caminho da Vida”,
José Bortolini, Editora Paulus, 6ª edição, São Paulo, 2003.
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